Os Mutilados da Guerra de Filipa Caetano

29-09-2022

Artigo sobre os sobreviventes da 2 Guerra Mundial da autoria da Filipa Caetano, estudante de Mestrado de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humana da Universidade Nova de Lisboa.

Fotografia de Horace Nicholls (s.d.), proveniente do Imperial War Museum
Fotografia de Horace Nicholls (s.d.), proveniente do Imperial War Museum

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) dizimou uma geração de jovens adultos, mas também marcou profundamente aqueles que sobreviveram. Terminada a guerra, avista-se uma vasta multidão de mutilados e inválidos de regresso a casa. Independentemente do lado pelo qual lutavam, passariam a partilhar um sentimento comum: a dor. Embora glorificados como heróis pela sociedade e pelo poder político, como se sentiam estes homens? De que forma encaravam o seu futuro?

Venham explorar o arquivo digital "Os Mutilados da Guerra (1914-1918): reavivar uma memória"[1]! Este projeto foi desenvolvido no âmbito do estágio curricular "Construir arquivos digitais para divulgação de fontes históricas", realizado no Laboratório de Humanidades Digitais (Lab_HD) do Instituto de História Contemporânea (IHC, NOVA FCSH / IN2PAST), no 1.º Semestre do Ano Letivo 2021-2022.

A partir de fontes diversas (monografias, filmes, pinturas, periódicos, entre outros), recolhidas de vários arquivos digitais e museus, nacionais e internacionais, e da digitalização de fontes históricas provenientes da Biblioteca da Liga dos Combatentes, este arquivo procura analisar, através de uma perspetiva comparada entre o panorama nacional e o panorama internacional, as principais questões em torno do mutilado. Estas prendem-se, principalmente, com o processo de reabilitação do corpo, a reeducação profissional e a reintegração social dos mutilados no pós-guerra, bem como com as inovações médicas, sobretudo, a cirurgia plástica, e a modernização das próteses. Este arquivo pretende também dar a conhecer o testemunho do próprio mutilado (as suas preocupações, dificuldades e reivindicações) e compreender as complexas representações políticas, literárias e artísticas produzidas em seu torno.

- Filipa Caetano

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