“O nosso primeiro encontro em Coimbra”, de Sam Martins
O Jornal Hermes hoje traz-te, um texto de Sam Martins, aluno do 1° ano do curso de Jornalismo e Comunicação, sobre Coimbra.

Coimbra...
Como falar de ti de maneira parcial?
Cheiras a capa negra envergada por sonhadores, a antecipação de um bom encontro, emanas o aroma de um bom café ao final da tarde enquanto se admira a Vida acontecer.
Tudo o que podia dar errado, deu, mas não é surpreendente a quantidade de coisas que deram certo sem serem planeadas?
Coimbra quero relembrar-te corretamente, mas tenho a vista turva de Lisboa!
E como bom amante que sou, só a ti quero tornar, tomar-te nos braços e fazer-te minha, oh Coimbra!
O deleite de subir a cada linha tua de sorriso no rosto cansado, mas curioso, questionando-me até onde me vais levar, até onde em ti me vou encontrar.
Coimbra, era tornar a ti pois bom filho a casa torna, e eu ainda nem fiz de ti casa e já me sinto filho desnaturado!
Caminho por tuas ruas escutando o eco de risos nervosos, de pedidos atrapalhados, de gargalhadas que ainda ressoam na Praça.
Ver teus filhos cantar o amor que te têm, as marcas que na pele tens dessa devoção tão marcada, faz-me ver que me irás compreender.
Revejo em ti essência que procurava, essência essa que não sabia existir em mim.
Déjà-vu de caminhadas ainda não feitas, de momento ainda não vividos, e dou por mim a chorar sem ainda te ter tido.
Ah Coimbra se soubesses que Saudade é o sangue que te corre nas veias e nos passaste por genética!
Caminhar por ti e sentir teu aroma a amantes perdidos no tempo, a sonhadores convictos, a pedaços de desejo e parece-me quase ver alguns ainda a correr por ti.
Quem te busca Coimbra, procura-se a si mesmo sem saber!
Quem contigo fica é poeta renascentista, poeta romântico, humano seguro de si.
És sem sobra de dúvida alguma, Saudade construída à Beira Rio!
- Sam Martins